terça-feira, 30 de agosto de 2011

PARABÉNS!







Hoje de manhã, quando vinha de S. Miguel para Lisboa, uma galinha passeava o seu pintainho na beira da estrada, com ar de mãe orgulhosa que exibe a sua cria. Sorri perante esta imagem tão simples e tão verdadeira. Hoje também eu sinto o orgulho de mãe. A minha filha faz 34 anos. Dá início a um novo ciclo que acredito seja melhor do que o anterior. Muitos dias felizes, querida, é o que te desejo. Um beijo com muito amor no teu coração.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

E o medo?

As minhas funções foram sendo esvaziadas pelos novos executivos eficientes e stressados, misteriosos e desconfiados. Que nóia, não me apetece nada ter de passar o dia em frente a toda esta papelada inútil, papelada que muitas vezes causa tanta agitação e que, no final, não produz o efeito desejado. Nem o desejado, nem nenhum outro, segundo me parece, apenas se destina a um gasto sem sentido, desarticulado do prejuízo que possa causar a um nível mais abrangente. Os gritos da Mãe Terra não são audíveis por eles.

Desmotivação, vontade de dormir, de partir, de começar de novo, num novo local, de desenvolver um trabalho útil, de cuidar de quem precisa, de ter mais tempo para estar comigo, estando com os outros, de contemplar, de aprender, de SER, ser apenas.

Ideias, ideias, ideias … vêm ter comigo de dia, de noite, procuro alternativas para torná-las exequíveis, mas ainda não chegou o dia. Chegará, se este for o caminho.

E o medo? Esqueceste-te dele? O medo do desapego a tantas coisas a que o ordenado certo ao fim do mês te habituou. O medo que dizes não ter, da velhice, da falta de meios para combater a doença? Olha agora para dentro amiga e vê o que vai no teu coração.

A Arca

Mel c/ Nozes


A mistura de cheiros tornou a casa ainda mais confortável. O doce de tomate no fogão, o incenso tranquility no altar, a humidade que começava a cair lá fora. Os cheiros envolviam-se uns nos outros e a casa parecia o ventre que acolhia o filho na gestação.

Anteontem fui dar um passeio a pé, à noite, passei por uma casa com nome – a arca – que não me passou despercebida. O nome chamava-me, atraía-me, como se me quisesse transmitir algo. É uma casa simples, mas misteriosa, que apetece penetrar, que convida à descoberta.

Ontem, nas minhas buscas na net, deparei com a casa. O mesmo nome, o mesmo local, sem fotografia, mas de certeza que é ela. Saí do escritório e fui para lá. Ninguém respondia, mas havia um chamado, uma certeza de que tinha de ser estabelecido o contacto. Liguei e os proprietários estão bem longe. Regressam no final do ano, mas querem falar comigo – e eu com eles.

Guerreiros da Paz


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Boas Ideias

Recebi a newsletter do Sentimento do Ser e retirei estas duas ideias que decidi partilhar:


Uma escola diferente

http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/john_hardy_my_green_school_dream.html
e

Receitas do Céu - contacto: 919043030 Paula Silva, comida vegetariana congelada com receitas tradicionais portuguesas. Estão na Recta da Granja, em Sintra e tem os produtos no Intermarché de Mafra e na Churrasqueira Grelhados Cadete. http://mercadolize.com/receitasdoceu

terça-feira, 23 de agosto de 2011

C.V.

Há uns dias um amigo enviou-me um c.v., que eu reenviei a alguns conhecidos. Precisa de mudar de vida, procura um novo rumo.
A resposta é sempre semelhante - "Com a crise, sabes...."
Pergunto-me, qual crise? a que cultivamos dentro de nós, criando momentos de vitimização que nos enchem de alegria pela compaixão com que nos envolvem? pela multiplicação de uma frase que vai aumentar exponencialmente os males de um País que merece muito mais? a nossa crise interior? os valores que se vão perdendo, o respeito que já não conhecemos, a solidariedade cujo significado ignoramos, a amizade por nós próprios e pelos outros?
Sim, há muita gente que precisa de ajuda, diria até que todos precisamos de ajuda, uns de uma forma, outros de outra. Mas dediquemo-nos à busca de soluções em vez de irmos enterrando a cabeça cada vez mais, como se não pudéssemos ver a LUZ.

Ocorrem-me os cinco princípios do Reiki, cinco princípios que, independentemente de tudo, poderíamos pôr em prática diariamente, o que tornaria o mundo certamente muito melhor.

Só por hoje, não me irrito/aborreço.
Só por hoje, não me preocupo.
Só por hoje, sou grato.
Só por hoje, trabalho arduamente/honestamente.
Só por hoje, sou bondoso para com todos os seres vivos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ESPIRAL

Sem limite, a espiral segue o seu caminho infinitamente rodando cada vez mais abrangentemente. Por vezes deixa-nos tontos, com dificuldade em acompanhar o seu movimento. Outras vezes proporciona-nos a possibilidade de ver que a vida não tem fim, mesmo que queiramos pará-la, ela vai continuar sempre, seja em que plano for.

Os últimos dias, melhor dizendo, as últimas semanas, têm sido uma espiral frenética. Os factos sucedem-se sem deixar espaço à assimilação do anterior. Os sentimentos quase se encavalitam, as decisões, apesar de firmes, deixam um leve sabor amargo no coração.

Mas não dá para pensar muito, para grandes avaliações. É confiar na intuição e seguir em frente. É o peso do desapego e o seu contrário, a leveza que vai abrindo caminho por si mesma.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Um pêssego


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Adoro pêssegos, os amarelos, em especial.

Fui lavar um, para me deliciar a meio da manhã e o toque da água nas minhas mãos levou-me a uma cascata de água transparente e fria debaixo da qual eu podia sentir a força interior que me anima.

Curiosa esta sensação. Creio que me entreguei de tal forma ao que estava a fazer que fui levada para longe através das sensações que se estabeleceram pela água, transportando-me para bem longe, para um local tranquilo, pacífico, que convida ao recolhimento e ao afastamento de toda esta confusão em que muitas vezes somos apanhados no dia-a-dia.

Também já aprendi que fugir não adianta. Mudar, sim. Mudar conscientemente, perseguir o sonho tornado realidade por tantos que o já fizeram, ouvir o chamado da natureza, seguir a intuição e a força interior. Ser apenas.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Grata GONIO

Grata pelo comentário. Não consigo publicar comentários !!! Nabice pura e a contornar em breve.
Às vezes surgem oportunidades, mas será que temos algum "medo" da mudança??? Bjo
manuelapalmeirim@sapo.pt

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quatro Leis Espirituais da Índia




1. A pessoa que vem é sempre a pessoa certa
2. Aconteceu a única coisa que podia ter acontecido
3. Todas as vezes que iniciamos algo é o momento certo
4. Quando algo termina, acaba realmente

Dá que pensar!?!
Experimentei pôr em prática estas 4 Leis Espirituais durante 21 dias, à medida que algumas situações iam surgindo. Dei por mim a usá-las automaticamente, no meu dia-a-dia. Fantático!
Seguindo estas linhas, a Vida toma um rumo bem mais fácil, quase milagroso, em tudo semelhante à vivência no Aqui e Agora. A Vida vai-se desenrolando sem esforço, sem termos de puxar por ela, nem tão pouco termos de perder muito tempo a pensar em cada passo a dar, não chorando a perda, porque deixa de existir, avançando mais rápido nas decisões, perante a sua inevitabilidade e coerência.
Despimo-nos de preconceitos, julgamentos e memórias que já nos não são úteis e vamos andando, deixando-nos levar pelas Leis do Universo, pelas Leis do Criador que habita dentro de nós, co-criando o caminho que vamos desbravando em direcção à Luz, espalhando Amor, esquecendo ódios, amargos de boca e outros rancores, maiores ou menores.
Grata Inês, foste tu que trouxeste até mim estas Leis. Bem hajas, minha filhota.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011






Não estou preocupada. Eu CONFIO. Faz tempo entreguei-me e aceito o que é. O que é, é. Tomei as palavras "Uma Vontade Superior, não a minha vontade" como lema de vida.

Com algumas quebras, próprias da dualidade que me envolve, cada vez menos me esqueço da Vontade Maior.

Como hoje alguém me disse: "Deus é que sabe, e a máquina hoje estava avariada. Não fui operado. Fazer o quÊ?Aceitar."

Aceitar é o segredo.

Cada coisa acontece no momento exacto, nem um segundo antes, nem um segundo depois. Aliás, em que tempo poderia acontecer senão no único? Agora!

Deixar fluir, acontecer, permite que usufruamos da vida na sua plenitude, em cada momento, descobrindo a beleza do que nos rodeia, mesmo quando a paisagem, seja ela de que natureza for, não é aquela de que mais gostamos. Se ela está frente aos nossos olhos, há algo a descobrir. Vamos olhar, sentir de novo?




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Illuminata, Marianne Williamson

"Dear God,
I surrender to you my striving,
I let go all need to effort or struggle,
I relax deeply into things exactly as they are,
I accept life, that it might move through me with grace,
Amen."

Esta é a oração que hoje, ao abrir a Illuminata quando comecei o meu dia, me surpreendeu, sabendo eu que as minhas intenções, para além de agradecer mais um dia cheio de graças, são também a gratidão pela ajuda na intervenção cirúrgica a que um grande amigo vai hoje ser sujeito e também pela ajuda na resolução de um problema grave e melindroso que uma grande amiga tem de enfrentar.

Confio, entrego, rezo e sei que uma Vontade Maior do que a minha se manifestará e é essa que aceito desde já.

Nunca a certeza de entrega me surgiu tão intensamente como nos últimos tempos, hoje, particularmente.

Namasté.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AQUI E AGORA

AQUI E AGORA


Muitos de nós vivemos ainda de recordações, boas ou más, como estamos habituados a classificá-las, revivendo o herói ou a vítima, consoante o caso.
Deixamo-nos ir, ao correr da maré, sem grandes questões interiores, vivendo um dia a seguir ao outro, automaticamente, interrompendo o processo, normalmente quando alguma coisa nos perturba, algum problema nos assola e nos sentimos obrigados a tentar encontrar uma solução.
Outras vezes sonhamos acordados, imaginamos como seria bom se tivéssemos isto ou aquilo, o que mudaríamos na nossa vida, pensando em transformações que aumentam a nossa qualidade de vida, tal como estamos habituados a considerar neste mundo dualista em que vivemos.
Há alturas em que tentamos, quase desesperadamente, controlar os nossos corpos – Mental, Emocional e Físico, mas o Ego, sempre atento, desvia-nos a atenção para detalhes nos quais não queremos pensar, mas nos quais, inevitavelmente, acabamos por cair. Os nossos pensamentos, desejosos de acção cansam-nos, muitas vezes, com a insistência com que nos invadem.
Quando estamos a realizar uma tarefa rotineira, ligamos o “piloto automático” e deixamos que o Ego utilize os corpos a que não estamos atentos. Se não estivermos no Agora, ao fim de um certo tempo a realizar a mesma tarefa (descascar fruta e cortá-la para salada, por exemplo), o nosso corpo Emocional começa a fazer-nos pensar que estamos fartos. Simultaneamente, o nosso corpo Mental é chamado a decidir o que pensar daquela emoção. Na verdade, o nosso corpo Físico esteve sempre a cumprir a mesma tarefa.
Quem já teve um vício do qual tentou livrar-se, sabe bem que frases como “Amanhã começo mesmo”, ou “Sempre fui assim … não vou conseguir” se tornam pensamentos comuns e permanentes, até chegar o dia em que se chega à conclusão de que se pode começar quando se quer, e o pensamento é substituído por “Por que não começo agora?”, por exemplo.
No dia e hora em que se toma a consciência de que o único momento que existe é o Presente, o Agora, revela-se uma realidade superior, divina, transcendente. Começa uma nova faceta da nossa caminhada em direcção à expansão espiritual.
O único momento que existe é o agora. Passado e  Futuro não mais são do que apoios do Ego.
É necessário ter presente que não existem limites, que somos divinos. Não existe nada que alguém possa saber que a pessoa ao lado não saiba também. No fundo sabemos que estamos todos ligados mas, na prática, vamo-nos esquecendo.
A nossa identificação com a mente cria uma divisão opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, juízos e definições, que bloqueia todo o relacionamento verdadeiro. Interpõe-se entre nós próprios, entre nós e o próximo, entre nós e a nossa natureza, entre nós e Deus.
É esta divisória de pensamento que gera a ilusão de afastamento, a ilusão de que existimos nós e um “outro” completamente distinto. Nessa altura esquecemos o facto essencial de que, sob o nível da aparência física e das formas separadas, somos unos com tudo o que existe.
A mente é um instrumento maravilhoso se usado adequadamente. No entanto, quando utilizada de forma errada, torna-se muito destrutiva. Não se trata tanto de usarmos a mente de forma errada; em geral, nem sequer a utilizamos. Ela é que nos utiliza. É esta a doença. Acreditamos que é a nossa mente.
A liberdade começa com a confirmação de que não somos o “pensador”.
No momento em que começamos a observar o pensador, desperta um nível superior de consciência. Nessa altura, começamos a perceber que existe um vasto domínio de inteligência além do pensamento, que este é apenas um ínfimo aspecto dessa inteligência.
Entendemos também que todas as coisas que realmente importam (a beleza, o amor, a criatividade, a alegria, a paz interior) nascem de além da mente.

Manuela Palmeirim
Lisboa, 1 Agosto 2011