sexta-feira, 26 de outubro de 2012


 


 A Idade de Ser Feliz
 
 
Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
desconhecido

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Guarani


 
As imagens abaixo são uma homenagem aos Índios Guarani e a todos os povos vítimas de violência de qualquer tipo, imposta por quem julga ainda ter poder para impor a sua vontade indiscriminadamente sobre outrém.
 
 


Estas crianças e os adultos em que se tornam desconhecem as leis absurdas da vivência para o exterior, da complicação do dia-a-dia no meio do trânsito nos grandes meios urbanos, da busca dos alimentos a um custo injusto, da desigualdade, da intolerância, da falta de simplicidade.
 
 
Olhares profundos, buscas interiores, risos e brincadeiras inócuas com cheiro a Terra.
 
cerca de 60 crianças vivem na aldeia do Rio Branco

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Just thinking ...




little angel by tzunghaor -

Ontem fui tomar um descafé enquanto os meus netos estavam no treino de futebol e tomei consciência de que já algumas pessoas me conhecem por ali, pelo número de olás que fui distribuindo.
 
No entanto, tenho sempre pensado e dito que naquela zona - Mafra e arredores - as pessoas de fora não são bem aceites quando, se calhar, os de fora - nos quais me incluo - é que não aceitam bem os de lá, com a mania de que somos um pouco superiores, mais sabedores de outras realidades que por ali são desconhecidas ... enfim, um sem número de coisas que nos vêm à mente com desculpas para nos podermos queixar.
 
Isto, claro, sou eu a pensar em voz alta ou, melhor escrevendo, em escrita baixa :).
 
Continuei a pensar e interroguei-me se seria capaz de convidar uma daquelas pessoas para tomarem um chá comigo, lá em casa, por exemplo. Nunca tal me tinha ocorrido! Ouvir o que possam ter para me dizer, trocar opiniões, conviver, quem sabe, fazer amizades e permutar conhecimentos.
 
Vou experimentar. Depois conto como foi. Quando? Não sei, mas em breve.
 
Entretanto, vou fazer compota de tomate este fim-de-semana. Hhhmmmm!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carta Aberta


Soube no Sábado que um Ser escolheu a Inês para vivenciar esta Vida. A minha primeira reacção foi bastante primitiva, ou melhor, básica. "Tens a certeza?" " E agora?"... Palavras de quem momentanemanet esqueceu que o Ser a caminho muito nos vem ensinar e muito espera que partilhemos com ele, nomeadamente AMOR :)
 
Mas logo entendi a mensagem e deixei que o AMOR me invadisse, recebendo no meu coração mais um neto ou neta, que sinto veio para brilhar.
 
Sou louca? Talvez, enquanto conseguirmos pensar que loucura é amar, é propagar amor entre os seres humanos, tentar contribuir para um mundo melhor através desta via que brota directa do coração, imbuído da Luz Divina que nele habita.
 
É a si Artur que me dirijo. Sei que não entende nada do que estou a escrever, nada do que eu possa pensar. Não o julgo. Nem bem, nem mal, nem ouso sequer não o respeitar como ser humano, aceitando-o com os seus defeitos e qualidade. Aceitando-o apenas. Mas não sou obrigada a dar-me consigo (sim, eu sei que ~continua sem entender nada!).
 
Peço-lhe um favor, um grande favor: depois de todos os comportamentos que tem tido e de ter magoado a Inês e os meninos, por favor, deixe-os agora em paz, para poderem dedicar-se total e amorosamente ao novo Ser que vai integrar a nossa família.
 
Grata. Namastê.
Frases de amor
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

S. Torpes

A LENDA
Diz uma lenda que, um pouco a Sul de Sines, chegou um dia uma jangada de canas com o corpo de um santo acompanhado de um cão e de um galo. O santo era Salvio Torpes, um protegido do imperador romano Nero, que caiu em desgraça por abraçar a fé cristã. Teria sido decapitado e lançado às águas do rio Arno em Itália, tendo chegado àquele ponto do litoral alentejano. A viúva de um governador romano de Évora, de nome “Celerina”(em algumas versões Catarina), avisada do que se passava por um sonho, descobre o corpo e providencia um caixão e o seu funeral. E esta a parte principal da lenda da origem do nome da praia de S. Torpes.
O Nome “Torpes” deve provir de “TRP” que se relaciona certamente com “alimento fresco, peixe fresco”. Era portanto o nome dado a uma aldeia de pescadores local que por certo usava as jangadas de canas que ainda há pouco tempo serviam para a pesca naquela baía de águas calmas. No entanto, curiosamente, “TÃEARPU” significa “espírito ou herói errante regressado”, e deve ter sido essa coincidência que veio a relacionar a aldeia de pescadores com o S. Torpes. A “Celerina” ou “Catarina” de Évora, que é quem enterra o corpo do santo, ganhou o nome de “KALUARON” que quer dizer precisamente “encerrar no caixão” (e é de Évora e não de outra terra, porque “ÊEVR” é “astrólogo”). Quanto aos enigmáticos animais que acompanhavam o santo na sua viagem na jangada de canas, um galo e um cão, não são mais que a adaptação ao português actual do nome fenício para “jangada de canas”: “GÔL KON” significa literalmente “jangada de canas”.
Quando a lenda, passada de geração em geração, foi sendo contada em português actual, manteve alguns termos da versão original em fenício, mas estes adoptaram novas funções: a capacidade de adivinhar (ÊEVR) foi convertida em Évora, o “encerrar no caixão” (KALUARON) passou a nome de gente, CELERINA, e o nome da embarcação local (GÔL KON) criou animais que acompanhavam o corpo (GALO e CÃO).
Fonte: www.osfeniciosentrenos.es.tl

Entretanto o corpo sem a cabeça de S. Torpes foi dar à costa francesa da Provença, numa praia que mais tarde se chamaria Saint-Tropez. Agora o que é curioso na parte mais real desta lenda é que a actual praia de S. Torpes praticamente confina com uma herdade que se chama da Provença

Fonte: Excerto de "Lendas de Portugal".

A PRAIA


 
 

 
 
 
 
Linda, a perder de vista, com água quente e sol convidativo. Fim-de-semana extraordinário, tranquilo, sem pressas, com duas boas amigas.
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Namastê







 

Lindo! Tinha seis anos aqui. Vive no Nepal, na zona Oeste e
conseguiu começar a estudar aos treze anos,
graças à perseverança de
Cora Edmonds.









 

E se nos mexêssemos um pouco?

 

Cost 
                      
Nos Estados Unidos, mudar de casa para ir trabalhar para outra cidade é natural. Na Europa, isto assusta um pouco. E na atual crise, esta falta de mobilidade é uma desvantagem, diz um jornalista sueco.
 
 
Ouvimos dizer, muitas vezes, que a zona euro não é aquilo a que se pode chamar uma união monetária ótima. É justo. O valor dos salários é muito rígido, a produtividade e a competitividade diferem muito de país para país, as políticas económicas nacionais impedem qualquer evolução e Bruxelas não é capaz de socorrer os que verdadeiramente precisam. Mas pode uma união monetária ser realmente ótima?
Os pequenos países europeus – e somos todos pequenos, incluindo aqueles que ainda não se deram conta de tal – apresentam desequilíbrios regionais importantes, que são mais ou menos atenuados através da transferência [de riqueza] e de subsídios de Bruxelas. Caso contrário, como continuariam unidos o Norte e o Sul de Itália, como é que Flamengos e Valões podem continuar a avançar unidos, como é que o Norrland [Norte da Suécia] sobreviveria sem Estocolmo?

O canalizador polaco que rouba o pão dos franceses

A crise da dívida europeia expos brutalmente a fraqueza do euro. Os Estados soberanos e as tradições históricas e culturais que arrastam atrás de si podem tornar o problema insolúvel. A Comunidade Europeia faz-se chamar ‘união’ enquanto continua a parecer mais uma confederação no sentido clássico do termo – a história já nos mostrou que este é um modelo político que nunca funciona.
O que não funciona na Europa funciona, no entanto, numa federação como os Estados Unidos. E isto tem a ver, nomeadamente, com um parâmetro fundamental, que é a mobilidade. Por trás deste eufemismo escondem-se, naturalmente, pessoas como o leitor e eu. Durante alguns anos vivi na Virgínia, uma região particularmente rica e próspera dos Estados Unidos. Mas bastava-me percorrer alguns quilómetros e pôr os pés na Virgínia ocidental para descobrir terras totalmente abandonadas. Toda a gente se tinha ido embora. Havia trabalho noutro lado. Podemos pensar o que quisermos, mas é com isto que se parece um mercado de trabalho dinâmico.
Daqui não saímos! Era este o slogan, quando eu era novo. O grito de guerra dos rebeldes do Norrland, numa época em que era evidente que o trabalho estava noutro lado – no Sul, sempre. Temo que esta seja uma reação tipicamente europeia. O canalizador polaco que tenta pensar de outra maneira é acusado, em França, de roubar o pão dos franceses. Na Europa, o facto de ir para onde há trabalho é considerado pelos cidadãos como uma contrariedade, quase um insulto e, pelos poderes públicos, como um êxodo.
Na melhor das hipóteses, o trabalhador europeu pode ir para o estrangeiro por um período limitado e, quando o faz, é geralmente com a firme intenção de, um dia, regressar ao seu país. E é aí que manda construir uma casa de pedra que, se tudo correr bem, será herdada pelas gerações futuras. Uma casa que resista às tempestades e às inundações como aquelas que, nos Estados Unidos, destroem as barracas a que ali chamam casas, mas que são o preço dessa mobilidade que não existe na Europa.

Uma cacofonia de línguas

Na Virgínia, conheci agricultores que ficavam surpreendidos quando lhes perguntava há quantas gerações aquelas terras estavam na sua família. Para eles, aquelas terras eram um ‘business’ [negócio] como qualquer outro. Já tinham sido donos de três ou quatro explorações aqui e ali nos Estados Unidos, tinham experimentado a criação de gado, a plantação de milho e de oleaginosas. O conceito de domínio familiar é-lhes desconhecido. Uma tal mobilidade causa vertigens e mete medo aos europeus.
Bem entendido, não somos agricultores. Mas esquecemo-nos que milhões e milhões de europeus, ainda não há muito tempo, fizeram as malas e emigraram para os Estados Unidos e, na grande maioria dos casos, não voltaram. Os chineses, os indianos e os americanos (no seu próprio país) ainda vivem segundo este modo de vida. Mas tenho a impressão que um tal pragmatismo nos é estranho, na Europa.
A zona euro deve, agora, tornar-se uma verdadeira federação supranacional, tendo à cabeça o país que ganhou a guerra perdendo-a – a Alemanha. Caso contrário, a zona euro desmoronar-se-á em pedaços, o que equivalerá a uma renacionalização. Se nenhuma destas opções é particularmente desejável, a segunda assusta-me muito mais do que a primeira.
Ora, não somos suficientemente móveis para escolher a primeira. E nem sequer mencionei a cacofonia linguística que, mais do que qualquer outra coisa, nos confina ao nosso país de origem. Tenho um vizinho croata que é empresário da construção civil e que emprega, atualmente, operários romenos nos seus estaleiros. São uns tipos notáveis, confidenciou-me ele. Trabalhadores e competentes. E, no entanto, a coisa não funciona. Os operários não percebem o que ele lhes diz e ele, por seu lado, também não os consegue entender.
 
De manhã, muito cedo, quando passeei com o Tico e com o Teco pelas ruas de Mafra - sempre acompanhada dos respectivos saquinhos tão úteis para ajudar à manutenção da limpeza das mesmas - vi uma senhora idosa sair de casa com uma vassoura e começar a varrer todas as folhas secas, maços de tabaco vazios e outros papéis e dejectos que os transeuntes vão deixando pelo caminho, esquecendo, certamente, que outros como eles gostariam de trilhar o mesmo caminho sem terem de se desviar dos obstáculos que, a todo o momento, surgem debaixo dos pés, sem darmos praticamente por isso.
Quis ajudá-la, perder/ganhar mais uns minutos, correndo o risco de começar a trabalhar um pouco mais tarde, mas ainda não consegui distanciar-me suficientemente do tempo para o enfrentar com a coragem necessária para admitir a sua não existência.
Mafra, onde o convento imponente se recorte ao longe, tão perto, no céu da manhã!
Casas, não sei já em quantas deixei memórias. Costumo dizer que pertenço ao mundo, não tenho sítio fixo, amo o que tenho ou o que se me depara em cada momento, mas não guardo, não grudo, não quero para mim.
Tenho feito a minha parte o melhor que posso. Vamos mexer-nos um pouco???