terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quatro Leis Espirituais da Índia




1. A pessoa que vem é sempre a pessoa certa
2. Aconteceu a única coisa que podia ter acontecido
3. Todas as vezes que iniciamos algo é o momento certo
4. Quando algo termina, acaba realmente

Dá que pensar!?!
Experimentei pôr em prática estas 4 Leis Espirituais durante 21 dias, à medida que algumas situações iam surgindo. Dei por mim a usá-las automaticamente, no meu dia-a-dia. Fantático!
Seguindo estas linhas, a Vida toma um rumo bem mais fácil, quase milagroso, em tudo semelhante à vivência no Aqui e Agora. A Vida vai-se desenrolando sem esforço, sem termos de puxar por ela, nem tão pouco termos de perder muito tempo a pensar em cada passo a dar, não chorando a perda, porque deixa de existir, avançando mais rápido nas decisões, perante a sua inevitabilidade e coerência.
Despimo-nos de preconceitos, julgamentos e memórias que já nos não são úteis e vamos andando, deixando-nos levar pelas Leis do Universo, pelas Leis do Criador que habita dentro de nós, co-criando o caminho que vamos desbravando em direcção à Luz, espalhando Amor, esquecendo ódios, amargos de boca e outros rancores, maiores ou menores.
Grata Inês, foste tu que trouxeste até mim estas Leis. Bem hajas, minha filhota.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011






Não estou preocupada. Eu CONFIO. Faz tempo entreguei-me e aceito o que é. O que é, é. Tomei as palavras "Uma Vontade Superior, não a minha vontade" como lema de vida.

Com algumas quebras, próprias da dualidade que me envolve, cada vez menos me esqueço da Vontade Maior.

Como hoje alguém me disse: "Deus é que sabe, e a máquina hoje estava avariada. Não fui operado. Fazer o quÊ?Aceitar."

Aceitar é o segredo.

Cada coisa acontece no momento exacto, nem um segundo antes, nem um segundo depois. Aliás, em que tempo poderia acontecer senão no único? Agora!

Deixar fluir, acontecer, permite que usufruamos da vida na sua plenitude, em cada momento, descobrindo a beleza do que nos rodeia, mesmo quando a paisagem, seja ela de que natureza for, não é aquela de que mais gostamos. Se ela está frente aos nossos olhos, há algo a descobrir. Vamos olhar, sentir de novo?




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Illuminata, Marianne Williamson

"Dear God,
I surrender to you my striving,
I let go all need to effort or struggle,
I relax deeply into things exactly as they are,
I accept life, that it might move through me with grace,
Amen."

Esta é a oração que hoje, ao abrir a Illuminata quando comecei o meu dia, me surpreendeu, sabendo eu que as minhas intenções, para além de agradecer mais um dia cheio de graças, são também a gratidão pela ajuda na intervenção cirúrgica a que um grande amigo vai hoje ser sujeito e também pela ajuda na resolução de um problema grave e melindroso que uma grande amiga tem de enfrentar.

Confio, entrego, rezo e sei que uma Vontade Maior do que a minha se manifestará e é essa que aceito desde já.

Nunca a certeza de entrega me surgiu tão intensamente como nos últimos tempos, hoje, particularmente.

Namasté.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AQUI E AGORA

AQUI E AGORA


Muitos de nós vivemos ainda de recordações, boas ou más, como estamos habituados a classificá-las, revivendo o herói ou a vítima, consoante o caso.
Deixamo-nos ir, ao correr da maré, sem grandes questões interiores, vivendo um dia a seguir ao outro, automaticamente, interrompendo o processo, normalmente quando alguma coisa nos perturba, algum problema nos assola e nos sentimos obrigados a tentar encontrar uma solução.
Outras vezes sonhamos acordados, imaginamos como seria bom se tivéssemos isto ou aquilo, o que mudaríamos na nossa vida, pensando em transformações que aumentam a nossa qualidade de vida, tal como estamos habituados a considerar neste mundo dualista em que vivemos.
Há alturas em que tentamos, quase desesperadamente, controlar os nossos corpos – Mental, Emocional e Físico, mas o Ego, sempre atento, desvia-nos a atenção para detalhes nos quais não queremos pensar, mas nos quais, inevitavelmente, acabamos por cair. Os nossos pensamentos, desejosos de acção cansam-nos, muitas vezes, com a insistência com que nos invadem.
Quando estamos a realizar uma tarefa rotineira, ligamos o “piloto automático” e deixamos que o Ego utilize os corpos a que não estamos atentos. Se não estivermos no Agora, ao fim de um certo tempo a realizar a mesma tarefa (descascar fruta e cortá-la para salada, por exemplo), o nosso corpo Emocional começa a fazer-nos pensar que estamos fartos. Simultaneamente, o nosso corpo Mental é chamado a decidir o que pensar daquela emoção. Na verdade, o nosso corpo Físico esteve sempre a cumprir a mesma tarefa.
Quem já teve um vício do qual tentou livrar-se, sabe bem que frases como “Amanhã começo mesmo”, ou “Sempre fui assim … não vou conseguir” se tornam pensamentos comuns e permanentes, até chegar o dia em que se chega à conclusão de que se pode começar quando se quer, e o pensamento é substituído por “Por que não começo agora?”, por exemplo.
No dia e hora em que se toma a consciência de que o único momento que existe é o Presente, o Agora, revela-se uma realidade superior, divina, transcendente. Começa uma nova faceta da nossa caminhada em direcção à expansão espiritual.
O único momento que existe é o agora. Passado e  Futuro não mais são do que apoios do Ego.
É necessário ter presente que não existem limites, que somos divinos. Não existe nada que alguém possa saber que a pessoa ao lado não saiba também. No fundo sabemos que estamos todos ligados mas, na prática, vamo-nos esquecendo.
A nossa identificação com a mente cria uma divisão opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, juízos e definições, que bloqueia todo o relacionamento verdadeiro. Interpõe-se entre nós próprios, entre nós e o próximo, entre nós e a nossa natureza, entre nós e Deus.
É esta divisória de pensamento que gera a ilusão de afastamento, a ilusão de que existimos nós e um “outro” completamente distinto. Nessa altura esquecemos o facto essencial de que, sob o nível da aparência física e das formas separadas, somos unos com tudo o que existe.
A mente é um instrumento maravilhoso se usado adequadamente. No entanto, quando utilizada de forma errada, torna-se muito destrutiva. Não se trata tanto de usarmos a mente de forma errada; em geral, nem sequer a utilizamos. Ela é que nos utiliza. É esta a doença. Acreditamos que é a nossa mente.
A liberdade começa com a confirmação de que não somos o “pensador”.
No momento em que começamos a observar o pensador, desperta um nível superior de consciência. Nessa altura, começamos a perceber que existe um vasto domínio de inteligência além do pensamento, que este é apenas um ínfimo aspecto dessa inteligência.
Entendemos também que todas as coisas que realmente importam (a beleza, o amor, a criatividade, a alegria, a paz interior) nascem de além da mente.

Manuela Palmeirim
Lisboa, 1 Agosto 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ficheiro:Amazonie.jpg
Hoje estou bem longe. Pairo por aí algures, abraçando troncos de árvore, escutando os sons musicais que a natureza transmite, deitando-me na Terra e sentindo-me una com ela.

De costas, as palmas das mãos viradas para baixo, sinto com os dedos a terra e as folhas que estão junto a mim, olho o Sol no céu entre a folhagem verde e perco a materialização da minha forma humana. Sou a natureza, una, energia pura, amor pacificado e sem exigência, apenas SOU, AQUI, AGORA.

Mergulho na água e sou água, movimentos leves e frescos. Abraço o tronco velho e grosso da árvore e sou árvore, sinto a fusão energética e nada mais fica. Estendo os braços/ramos e quase toco o céu. Permito que todas as formas animais que assim entendam usem o meu tronco, as minhas folhas, se fundam connosco e partilhemos o saber ancestral que ainda não alcancei.

Devagar a a custo regresso à secretária cheia de papéis sem sentido e retomo um dia que agradeço.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Decisões


Aldeia da Igreja Nova - Mafra

De há uns tempos para cá que penso que, até ao final do ano, começo a fazer coisas mais interessantes do que as que tenho de realizar neste emprego que se tornou sem "piléria" nenhuma, de tão repetitivo e desprovido de conteúdo que é.

Ontem, falando com uma amiga, transmiti o que tenho vindo a sentir - pouca vontade de continuar aqui e um ímpeto enorme em me ir embora, apesar das dificuldades que isso possa trazer. De facto, até o ambiente e as quesílias sem sentido começam a ter algum peso no final do dia.

à hora da saída, de encontrar os verdes diversos do caminho, o ar que respiro, chegar a casa e sentir o aconchego, os meus livros, o que estou a ler, o computador e a ligação ao mundo, enfim, um sem número de coisas que posso fazer e das quais retiro prazer, nem que seja de um simples telefonema, a saber de alguém.

E posso afagar as duas gatas (o Pic partiu durante as férias) e ouvir o ronron de volta, posso fazer o que tenho de fazer de actividades domésticas, mas tenho um horizonte sem fim, que me encanta a qualquer hora do dia ou da noite.

As casas estendem-se pelas encostas dos montes e a igrejinha sobressai no meio delas, com a bordadura azul a ladear o branco imaculado. Sinto a falta do sino, quando não toca, o que é raro.

O medo, sempre o medo, quando a Mesa Radiónica diz que o não tenho. Nem tudo é certo, portanto, nisto das adivinhações, quando temos de interpretar, todo o cuidado é pouco, muito pouco.

Bom, vamos ver. Os Mestres estão cuidando de mim. Pedi-Lhes ajuda. Na altura certa vou ouvir a resposta certa.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Férias :)




Férias, sempre desejadas e, quando damos por elas ... já foram, sem aviso, sem lágrima, sem um adeus sequer. Acordamos, porque um ruído diferente nos obriga a isso e ... já está - DIA DE TRABALHO!!!!

Damos um salto, sentamo-nos na cama e não percebemos bem, nem onde estamos, nem por que nos encontramos já numa posição semi-vertical.

Há um pensamento mais ou menos comum e já muito gasto, neste dia: "tem de ser" ... e continuamos a rotina de um qualquer dia da semana sem pensar, em gestos mecânicos, até darmos conta de que nem um sorriso aflorou aos nossos lábios.

Nesta altura vamos até ao espelho, olhamo-nos e ousamos um sorriso tímido, primeiro, um outro a seguir, até visualizarmos um sorriso aberto normalmente seguido de um pensamento que nos leva rapidamente ao ordenado que ganhamos em troca do sacrifício diário.

Quem sabe este sorriso matinal não é um dos segredos para minimizar o stress do quotidiano, as coisas menos agradáveis que vivemos, porque ainda não somos capazes de transformá-las em agradáveis ou, melhor ainda, reduzi-las àquilo que verdadeiramente são - NADA.

Regressei esta semana. Foi muito bom. Embora não parecesse Verão, matei saudades dos meus netos, brinquei, ri, diverti-me, li em conjunto com eles, arrumámos a casa e fizémos muitos planos. Estou a escrevê-los num caderninho para ver, mais ou menos daqui a seis meses, se de facto os concretizámos ou se apenas foram palavras deitadas ao vento.

Deixo um abraço pouco salgado a quem tem paciência para ler o que escrevo.